Eu sabia, mas tu não. Figurante é o teu papel dentro desta história toda!
Não tens tu, nem ninguém nada haver com o sujeito independente, que não tem mínimas justificações para te dar, do que recita.
Inveja, há muita e tu sabes muito bem disso! Não tenho culpa da tua visão sensitiva não ser das melhores, mas não te preocupes, tu com o tempo acredito que chegas lá! Vadia cobardia, sim, és uma vez e sempre o serás, não veres ver nem ouvir toda a verdade que está mesmo debaixo do teu nariz!
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Purgatório.
Está-me cravado no peito a penitência que carregas!
Por favor abre os olhos, olha em teu redor, e percebe, como eu e toda a gente que isso, é apenas uma ilusão.
Estás, foste e continuas a ser traído! Por favor não me faças mais carregar esta cruz às costas porque não tenho mais consciência que a carregue, é pesada demais, é fardo a mais para eu sustentar sozinha, suplico-te que descarregues os ficheiros a tempo de salvar alguma da dignidade que ainda tens.
Insustentável vai ser o teu regresso a uma vida normal, vais-te sentir, sozinho, desolado, traído, e tudo mais um pouco!
Deixa de ser cobarde, ouve e dá razão a quem não passa um dia sem pensar em ti, no mal que estás a fazer a ti próprio, regressa ao porto onde te abrigavas, porque aí, ainda te vou poder resgatar, no entanto agora, nem sei onde te encontras e eu não quero que regresses a casa sozinho, é um caminho penoso demais, eu digo-te isto porque já o fiz uma vez sozinha, e ainda hoje guardo as cicatrizes de todas as batalhas que travei para hoje, poder estar aqui.
Não te quero mal, pelo contrário, só consigo estar bem se tu estiveres bem, não falsamente feliz, por algo que não te deixa descasar a cabeça pesada durante a noite, mas que tu não sabes o que é, e não dás ouvidos a quem sabe o que tu estás a carregar tão invisivelmente, e percebe, eu carrego a culpa de saber, não te poder dizer e tu não quereres acreditar em mim. Não há cruz mais pesada que a que eu involuntariamente carrego agora, por favor, caminha neste calvário ingrato comigo, e eu prometo-te que te deixo à tua porta são e salvo e desapareço de uma vez por todas da tua vida, mas peço-te acorda de uma vez deste conto de fadas, onde eu interpreto a teu ver a "bruxa má" mas que na realidade sou apenas a tua "fada madrinha" disfarçada, para que não seja eu a por um ponto final neste conto assombrado.
Já não.
Derradeira e final descrição de algo que já não se descrever, mas que no entanto não me deixa de invadir tal pensamento perturbante, este meu.
Voltas-te num dia de sol, em que não consegui olhar de frente o teu rosto devido a tanta claridade!
E talvez tivesse assim sido melhor, foi mais fácil, não o posso negar, nunca te conseguir falar internamente, nunca penetrei o meu olhar em ti, quando queria partilhar contigo certos aspetos inquietantes. Enfeitiçavas-me. Já não o fazes. Desculpa, tenho pena. De ti.
Solitário vai se o teu enterro, escavas-te a tua cova sozinho, escolhes-te o teu próprio caixão, decidis-te morrer, sem me avisar, então também não esperes a minha rosa branca deposta em cima do teu insignificante corpo. Hilariante quando descobri que amo novamente, alguém que não és tu. Posso ver agora um novo Amanhecer, não vou desejar ter lutado mais segundo nenhum por ti. Nós. Já não vou partilhar o mesmo comboio que tu, desliguei, aliás cortei os nossos tão famosos fios invisíveis que nos ligavam em noites odiosas de amor ausente e proibido pela tua incapacidade de me amares. Já não sou hipócrita, pois não perco mais rastos de amor, não vou voltar a esperar por ti ao fim do dia, porque não quero que regresses.
Ele em breve estará comigo, vamos-nos conhecer primeiro, porém eu já sei que o vou amar, só por o simples facto de ter espaço para o amar! Ele prometeu-me que vinha, e é por Ele, que eu agora espero!
Névoa
Está nevoeiro, não te consigo ver, alcançar.
Sinto-te perdido, perdidamente perdido por mim, e em mim.
Já não te consigo encontrar por debaixo desta névoa ténue.
Vislumbro-te ali, além ao fundo, na penumbra da noite que arrebata o meu olhar.
Não vejo nada, palpo tudo o que me rodeia, e no entanto apenas sinto a tua sombra, junto ao meu ouvido, mas não te consigo tocar. Não estás presente.
Estou embaciada, por todos os sentimentos que abastecem a minha sobrevivência.
Cansada, é como e o que sinto. Não vejo, nem encontro um limite que me proíba de te amar, é inevitável esquecer-te, seria dicípar a minha utilidade se tal feito se desse como determinado.
Acabas-te de renascer das trevas em que te encontravas, não sei como sais-te dai. Se foste ajudado. Ou não.
Voltas-te, vejo um volto além ao longe, que por mais que me digam que não, eu sei que és tu, vindo de não sei onde, pois já não me recordo onde te depositei, apenas memorizei que era um lugar sombrio, triste e solitário, sitio esse onde me encontro, hoje e agora, na penumbra da noite, que só agora chegou e me invadiu o lugar, onde me sento.
Tenho estado à tua espera, no sitio de sempre, com a roupa do costume, a fazer o entendido, que tu já reconheces apenas quanto que toco com o meu olhar, que tu recordas como teu, desde o primeiro dia em que me viste. Meu solitário voluntário, tornaste-te assim responsável pela minha degradação.
Branco
Abato-te hoje, aqui e agora! Pois é como me sinto, embrenhada em ti, a minha vida inteira, despegar-me é tudo o que desejo.
Já esteve mais longe, quando tu me pegavas e me rasgavas todas as peças de seda que se deponham delicadamente por cima do meu insensato corpo pecador e suado.
Hoje já não quero olhar mais para ti, um olhar poderia mudar tudo, sei o que sinto, porém renego-te a todo o custo, e por mais que tu não queiras!
Sei que vais regressar em breve, cada vez tenho mais vontade de que chegues rapidamente ao fundo e me venhas pedir o teu incompreensível resgate.
Já não vou estar prendida a ti toda a minha vida, progredi no invés das tuas atitudes, que só vieram confirmar todas as minhas desconfianças, tencionavas sempre alcançar o melhor, estar no topo, ser reconhecido pela plebe que te rodeia todos os dias e em todos os momentos da tua vida, mas, não é isso que vejo, meu querido, tão fino tão fino, mas sempre tão baixo!
Rebaixas-te pelo pior, mas que nos teus olhos, nunca viste nada melhor que aquilo, vou adorar assistir à tua queda, cá bem de cima, aplaudindo na primeira fila.
Um dia sei que vais ser tu a envergar o chão que piso, sei que vais ser tu o responsável pelo meu sucesso, mas ai vai ser já tão tarde meu querido.
Um dia, quando eu estiver lá bem em cima, sem alguém como tu ao meu lado, mandar-te-ei um lenço branco para poderes secar as tuas lágrimas de cobarde humilhado.
Sociedade
Posso ser aquilo que tu queres, posso ser aquilo que ela quer, posso ser tudo aquilo que todos querem que eu seja. Mas não, eu sou apenas aquilo que eu quero ser.
E que, desde já vos digo, que não é aquilo que vocês querem, porque eu não sou igual a vocês, não vejo com os vossos olhos, não como com a vossa bocas, não tenho a vossa cabeça para pensar, não sou, nem nunca serei como vocês querem que eu seja. Vou ser, no entretanto tudo aquilo que eu quero ser, e que não se enquadra em vós!
Venho por este meio comunicar a todos que não conhecem a identidade que escreve, e aproveitar até para dizer que sou muitas coisas, amo, minto, peco, roubo, falo mal, sou desonesta, hipócrita, má pessoa! Sou tudo aquilo que vocês não são, sincera!
Estou farta de frases mal feitas por vós, a dizer isto aquilo e o outro, sinto-me extremamente revoltada com tudo, não só com vocês. O mundo revolta-me, a política, a religião, a educação, o amor, a amizade, a justiça, a saúde, tudo isto hoje serve de pretexto para eu me sentir revoltada, ingrata, insólita, sozinha e fria, e tudo graças a vocês, a ti, e a ela.
Neste momento ninguém me conhece, nem eu própria, por isso não digam o contrário, porque isso é missão impossível, só Ele me conhece, e nunca ninguém vai ter o privilégio de Lhe poder perguntar como é que eu sou!
Tornei-me apenas assim, porque queriam uma coisa, não a tiveram moldaram-na, remexeram demais na formula, logicamente os cálculos foram mal feitos, correu mal, porque eu, já não me conheço, e tudo graças à insignificante sociedade que passa o seu estúpido tempo a transformar toda a humanidade para algo que ai vem mas que ninguém sabe o que é!
Novo começo.
Não por iniciativa própria, não por pedidos de ninguém, mas acho que, talvez por necessidade, decidi criar este blog para aqui, poder dizer "tudo o que me vai na alma" sem qualquer tipo de limitações, que o face tinha, espero que gostem, partilhem e deixem opinião (como antes) ! Obrigada A.G
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