Abato-te hoje, aqui e agora! Pois é como me sinto, embrenhada em ti, a minha vida inteira, despegar-me é tudo o que desejo.
Já esteve mais longe, quando tu me pegavas e me rasgavas todas as peças de seda que se deponham delicadamente por cima do meu insensato corpo pecador e suado.
Hoje já não quero olhar mais para ti, um olhar poderia mudar tudo, sei o que sinto, porém renego-te a todo o custo, e por mais que tu não queiras!
Sei que vais regressar em breve, cada vez tenho mais vontade de que chegues rapidamente ao fundo e me venhas pedir o teu incompreensível resgate.
Já não vou estar prendida a ti toda a minha vida, progredi no invés das tuas atitudes, que só vieram confirmar todas as minhas desconfianças, tencionavas sempre alcançar o melhor, estar no topo, ser reconhecido pela plebe que te rodeia todos os dias e em todos os momentos da tua vida, mas, não é isso que vejo, meu querido, tão fino tão fino, mas sempre tão baixo!
Rebaixas-te pelo pior, mas que nos teus olhos, nunca viste nada melhor que aquilo, vou adorar assistir à tua queda, cá bem de cima, aplaudindo na primeira fila.
Um dia sei que vais ser tu a envergar o chão que piso, sei que vais ser tu o responsável pelo meu sucesso, mas ai vai ser já tão tarde meu querido.
Um dia, quando eu estiver lá bem em cima, sem alguém como tu ao meu lado, mandar-te-ei um lenço branco para poderes secar as tuas lágrimas de cobarde humilhado.
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