quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Já não.

Derradeira e final descrição de algo que já não se descrever, mas que no entanto não me deixa de invadir tal pensamento perturbante, este meu.
Voltas-te num dia de sol, em que não consegui olhar de frente o teu rosto devido a tanta claridade! 
E talvez tivesse assim sido melhor, foi mais fácil, não o posso negar, nunca te conseguir falar internamente, nunca penetrei o meu olhar em ti, quando queria partilhar contigo certos aspetos inquietantes. Enfeitiçavas-me. Já não o fazes. Desculpa, tenho pena. De ti.
Solitário vai se o teu enterro, escavas-te a tua cova sozinho, escolhes-te o teu próprio caixão, decidis-te morrer, sem me avisar, então também não esperes a minha rosa branca deposta em cima do teu insignificante corpo. Hilariante quando descobri que amo novamente, alguém que não és tu. Posso ver agora um novo Amanhecer, não vou desejar ter lutado mais segundo nenhum por ti. Nós. Já não vou partilhar o mesmo comboio que tu, desliguei, aliás cortei os nossos tão famosos fios invisíveis que nos ligavam em noites odiosas de amor ausente e proibido pela tua incapacidade de me amares. Já não sou hipócrita, pois não perco mais rastos de amor, não vou voltar a esperar por ti ao fim do dia, porque não quero que regresses.
Ele em breve estará comigo, vamos-nos conhecer primeiro, porém eu já sei que o vou amar, só por o simples facto de ter espaço para o amar! Ele prometeu-me que vinha, e é por Ele, que eu agora espero!


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