Está-me cravado no peito a penitência que carregas!
Por favor abre os olhos, olha em teu redor, e percebe, como eu e toda a gente que isso, é apenas uma ilusão.
Estás, foste e continuas a ser traído! Por favor não me faças mais carregar esta cruz às costas porque não tenho mais consciência que a carregue, é pesada demais, é fardo a mais para eu sustentar sozinha, suplico-te que descarregues os ficheiros a tempo de salvar alguma da dignidade que ainda tens.
Insustentável vai ser o teu regresso a uma vida normal, vais-te sentir, sozinho, desolado, traído, e tudo mais um pouco!
Deixa de ser cobarde, ouve e dá razão a quem não passa um dia sem pensar em ti, no mal que estás a fazer a ti próprio, regressa ao porto onde te abrigavas, porque aí, ainda te vou poder resgatar, no entanto agora, nem sei onde te encontras e eu não quero que regresses a casa sozinho, é um caminho penoso demais, eu digo-te isto porque já o fiz uma vez sozinha, e ainda hoje guardo as cicatrizes de todas as batalhas que travei para hoje, poder estar aqui.
Não te quero mal, pelo contrário, só consigo estar bem se tu estiveres bem, não falsamente feliz, por algo que não te deixa descasar a cabeça pesada durante a noite, mas que tu não sabes o que é, e não dás ouvidos a quem sabe o que tu estás a carregar tão invisivelmente, e percebe, eu carrego a culpa de saber, não te poder dizer e tu não quereres acreditar em mim. Não há cruz mais pesada que a que eu involuntariamente carrego agora, por favor, caminha neste calvário ingrato comigo, e eu prometo-te que te deixo à tua porta são e salvo e desapareço de uma vez por todas da tua vida, mas peço-te acorda de uma vez deste conto de fadas, onde eu interpreto a teu ver a "bruxa má" mas que na realidade sou apenas a tua "fada madrinha" disfarçada, para que não seja eu a por um ponto final neste conto assombrado.
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